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Down by the Water

Posted in quinta-feira, 28 de julho de 2011
by Rodrigo Rocha

É linda. mesmo sem eu saber o porquê.

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E o novo álbum do Foo Fighters?

Posted in terça-feira, 12 de abril de 2011
by Rodrigo Rocha

Não li nada profissional sobre Wasting Light, álbum novo da banda de Dave Grohl, depois de 4 anos sem lançar nada novo. É muito bom. É o melhor desde There Is Nothing Left To Lose, e já se vão 12 anos desde então.

O Foo Fighters faz muito sucesso pelo talento de Dave Grohl em diversificar estilos. Se ele grita como em Monkey Wrench, sucesso, se ele sussurra, como em Walking After You, sucesso também. E com o tempo o sucesso ultrapassou a barreira de fãs de Nirvana e até de rock. Seus três últimos álbuns atingiram o top 5 das paradas americanas e britânicas, sem importar muito se o álbum anterior era pior ou melhor. (Curiosidade: apesar do sucesso dos álbuns, eles nunca conseguiram emplacar uma canção nos top 10 em nenhum dos dois países.)

Mas voltemos a Wasting Light. Antes de 12 de abril, o álbum já havia sido levado à público algumas vezes. Eu mesmo já tenho as 11 músicas no computador desde fevereiro. Não, o álbum não vazou. Mas ele já vinha sendo tocado na íntegra em casas de show dos EUA. Daí pra cair na internet e no youtube, um pulo. Mesmo com qualidade duvidosa, áudio e imagens mostraram um Foo Fighters disposto a empolgar suas plateias. Nesse ínterim ainda foram lançados dois clipes: White Limo (com participação do lendário Lemmy Kilmister) e Rope, o primeiro single. Além disso, foram para as rádios Bridge Burning e Arlandria.

No dia 3 de abril, a uma semana do lançamento oficial, o álbum foi disponibilizado via streaming no site da banda. O lançamento do dia 12, foi só mandar para as lojas um cd que os fãs já conhecem, e pelo que li, aprovam.

Pra não ficar fazendo um faixa a faixa digo que as quatro músicas lançadas até agora estão entre as melhores e demonstram um pouco da diversidade do álbum. Bridge Burning é a The Pretender desse álbum. Explico: riff mais pesado e música empolgante pra abrir o álbum, o que eles nunca haviam feito até Echoes, Silence, Patience & Grace. Parece que gostaram. White Limo é, de longe, a música mais pesada do álbum, até o vocal do Dave está mais “rasgado”. Arlandria é música de show, daquela que os fãs mais novos levantam a cabeça, fecham os olhos e gritam o refrão da música. Rope é... boa. Ouçam aí em baixo e analisem.

Fora essas sugiro mais duas: These Days, minha favorita e que acho uma Times Like These melhorada, e Walk, uma das favoritas dos fãs.

Mas vale a pena ouvir tudo, do começo ao fim. Ao menos pra bater palma pro Dave Grohl. E pra tentar descobrir porque a banda agora tem três guitarristas. Pra mim mudou muito pouco, mas se eles curtem tocar assim, quem vai discordar?

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Adele, 21, e um segundo album melhor que o primeiro

Posted in sexta-feira, 11 de março de 2011
by Rodrigo Rocha

Já faz mais de um mês que saiu, mas 21, segundo álbum da cantora inglesa Adele, ainda é o principal lançamento do mainstream da música em 2011. Adele fez muito sucesso em 2008 com 19, seu álbum de estréia. Numa mistura de soul, pop e jazz, a jovem se tornou sucesso rapidamente e recebeu 2 Grammys no ano seguinte (Revelação e Melhor performance pop feminina) e mais uma porrada de prêmios. Dona de um vozeirão capaz de muitas vezes engolir o instrumental da música – caso da melhor canção de 19, Hometown Glory – chegaram a compará-la a Amy Winehouse. Na verdade, quase todas que começaram a cantar qualquer coisa no Reino Unido depois de Back to Black foram comparadas com Amy.

Mas nada como um segundo álbum pra expor as diferenças entre as duas e provar que a cantora não fez sucesso por acaso. 21 foi lançado na Europa em 24 de janeiro, já empurrado pelo sucesso do primeiro single, Rolling in the Deep, lançado no fim de 2010. Com o álbum, a cantora alcançou uma marca que só os Beatles tinham atingido, colocou seus dois álbuns no top 5 discos e duas canções no top 5 singles da parada britânica, além de Roling in the Deep em 4º lugar, Someone like you, foi parar em primeiro. Além, é claro, do primeiro lugar na Billboard.

E o que esse álbum tem de especial? Pra começar, ele já nasceu com o pé direito, com a escolha dos produtores. Foram três nomes vindos de segmentos diferentes: o americano Ryan Tedder, vocalista do OneRepublic e produtor de vários artistas pop americanos; Paul Epworth, importante produtor da cena indie inglesa; e o lendário Rick Rubin, pai de álbuns de artistas dos mais diferentes estilos como Metallica, Johny Cash e Justin Timberlake. A mistura de tantos estilos acabou dando certo, e muito.

Pra não falar de todas as músicas, dá pra pensar em alguns blocos de canções com o mesmo estilo. A principal novidade desse álbum é a presença mais forte do piano, com destaque para as canções Someone Like You e Turning Tables, a mais visceral do álbum, daquelas que ao vivo devem ser como um soco no estômago. As canções mais "pop" parecem mais bem finalizadas do que no disco anterior, além de Rolling in the Deep, vale citar Set Fire to the Rain, por sinal, terceiro single do álbum. Também é bom ouvir com mais atenção a romântica Don't You Remember e Lovesong, uma cover do The Cure com ritmo de bossa-nova.

Só uma coisa pode incomodar um pouco: as letras. Apesar de serem mais simples, e, por isso, mais palatáveis pro grande público, em bloco, várias canções onde a desilusão amorosa e o “pé na bunda” são os temas, podem deprimir um pouco aquele que já está a beira da “fossa”. Mas para quem gosta, como eu, dão até mais força ao trabalho.

No final, Adele acerta porque faz o que todo o fã quer, um álbum no mesmo estilo daquele que fez sucesso, mas demonstrando mais maturidade. Algo igual, mas diferente. Deu pra entender?

Fecho com uma frase que não é minha, mas resume bem o 21. Assim escreveu Ian Wade, num review feito pro site da BBC: “É realmente tão maravilhoso, que você é quase obrigado a levantar-se e aplaudir de pé depois de escutar pela primeira vez.”

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